O pseudônimo na literatura refere-se ao uso de um nome fictício por um autor ao invés de usar seu nome real. Esta prática permite que escritores criem uma identidade separada através da qual eles podem expressar suas ideias, e às vezes pode ser usada para vários outros propósitos. são artifícios utilizados por alguns escritores para esconder sua verdadeira identidade, proteger a vida pessoal e até mesmo para escrever sob diferentes nomes e diferentes personalidades.
AGATHA CHRISTIE
A “rainha do crime”, que ficou famosa pelas séries de livros dos detetives Hercule Poirot e também de Miss Jane Marple, empregou o pseudônimo Mary Westmacott para escrever e publicar romances e peças de teatro. Agatha assinou seis romances de época, o primeiro publicado em 1930 e o sexto em 1956. Introvertida e tímida, Agatha buscou no novo gênero uma possibilidade de se expressar.
FERNANDO PESSOA
O poeta e escritor português não tinha apenas um, mas dezenas de heterônimos – mais que apenas um nome, um heterônimo é uma personalidade poética, com biografia e características singulares. E sim, vamos repetir: ele tinha dezenas deles. Entre seus heterônimos mais conhecidos e com mais volumosa obra, estão Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e o semi-heterônimo Bernardo Soares (autor do Livro do Desassossego). Antes de falecer em 1935, Pessoa se despediu de suas personas – Alberto, por exemplo, foi-se em 1915, vítima de tuberculose quando tinha apenas 26 anos.
MACHADO DE ASSIS
Críticas à sociedade não faltavam nas obras de Machado de Assis. Mas, quando o carioca queria falar de temas mais espinhosos (como críticas diretas aos fazendeiros favoráveis à abolição), recorria a pseudônimos tão criativos quanto a sua prosa. Foi só em 1950 que se descobriu que o autor havia assinado crônicas com o nome de “Boas Noites”. “Victor de Paula”, “João das Regras” e “Dr. Semana” foram outros nomes adotados pelo autor, que chegou até mesmo a assinar como “Platão”.
NELSON RODRIGUES
Para se aventurar pelos folhetins de romances e histórias sensuais que eram publicadas nos jornais brasileiros dos anos 1940, Nelson Rodrigues empregou o pseudônimo de Suzana Flag. Além disso, o escritor usou a identidade de Myrna para dar conselhos amorosos em uma coluna de jornal.
STEPHEN KING
Depois de já estar com o nome consolidado na literatura de terror, Stephen King decidiu fazer uma experiência para saber se era mesmo talentoso ou se apenas mantinha a fama que tinha alcançado. Para isso, criou o escritor Richard Bachman e até emprestou a foto de outra pessoa para dar “cara” à criação. Convenceu então sua editora a publicar alguns livros com esse pseudônimo que, para sua sorte (ou talento), todos foram bem-sucedidos.
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