Os sete últimos meses de Anne Frank | Autor: Willy Lindwer



Livro: Os sete últimos meses de Anne Frank | Autor: Willy Lindwer
Editora: Universo dos livros | Ano: 2015 | Páginas: 238
Nota:  


Para quem gostou de ler o livro O diário de Anne Frank e se comoveu com a história de Anne e sua família, tenho certeza que ficará também interessado em conhecer o livro Os sete últimos meses de Anne Frank do autor Willy Lindwer escrito em 1988 e publicado em 2015 pela Editora Universo dos Livros, que resultou também em um documentário. Foi fruto de dois anos de pesquisas e entrevistas feitas com seis mulheres que viveram aquela época, passaram também pelas atrocidades da segunda guerra mundial e tiveram contato com a família Frank.
SINOPSE
O 'não escrito' capítulo final do Diário de Anne Frank relata o tempo entre a prisão de Anne Frank e sua morte. A história é contada por meio dos testemunhos de seis mulheres judias que sobreviveram ao inferno do campo de concentração do qual Anne nunca mais voltou. Inicialmente, o renomado cineasta holandês Willy Lindwer filmou o documentário 'Os sete últimos meses de Anne Frank' e, depois disso, resolveu transformá-lo em livro. Para tanto, ele entrevistou mulheres que conheceram Anne Frank. O livro é composto pelos depoimentos de seis dessas mulheres - algumas que a conheceram antes de sua deportação para o campo nazista, e todas elas durante os últimos momentos em Bergen-Belsen. As histórias que estas mulheres têm para contar são semelhantes: o tratamento no campo, a forma como conheceram as irmãs Frank e a maneira como todas foram inexplicavelmente tocadas por sua vida. O fato de terem sobrevivido ao campo de extermínio é um milagre em si mesmo. Uma das sobreviventes, inclusive, teve a difícil missão de confirmar a Otto Frank as mortes de suas filhas, Anne e Margot. Os sete últimos meses de Anne Frank é o triste e verdadeiro relato de uma crueldade inimaginável e do milagre ocorrido para os que sobreviveram poderem contá-lo com suas próprias palavras.

SOBRE OS SEIS DEPOIMENTOS NO LIVRO

Hannah Elizabeth Pick-Goslar
Foi a amiga mais próxima de Anne, suas família se conheceram na Holanda quando se encontravam na mesma situação de refugiados vindos da Alemanha. Passaram a infância juntas, estudaram no mesmo colégio e compartilharam várias momentos alegres como também se reencontraram no campo de concentração quando se falavam através da cerca de arame. No caso de Hannah, ela teve uma sorte melhor que Anne, indo para em um "campo de trocas" onde pessoas eram usadas para troca de soldados alemães que eram feitos prisioneiros. Hoje ela vive em Israel junto a sua família.

Janny Brandes-Brilleslijper
Janny conheceu a família Frank na Estação Central de Amsterdã em 1944, ponto de partida para o campo de Westerbork. ela foi presa porque trabalhava na resistência contra os nazistas. Ela manteve contato em Bergen-Belsen até o fim, e foi escreveu a Otto Frank para avisá-lo das mortes de Margot e Anne.     

Rachel Van Amerongen-Frankfoorder
Seu primeiro contato com Otto e Anne foi em Westerbork. Em Bergen-Belsen, ela ficou no mesmo galpão que Anne e Margot. Em fevereiro de 1945, foi transportada para Raguhn e, por fim, libertada do campo de concentração de Theresienstadt. 

Bloeme Evers-Emder
Bloeme conheceu Anne e Margot no Liceu Judaico em 1941. Em Auschwitz, criou forte amizade com outras mulheres as quais mantém contato até hoje.

Lenie de Jong-van Naarden
O marido de Lenie esteve com Otto Frank em Auschwitz. Depois da libertação pelos russos, eles voltaram à Holanda, mas por um caminho longo e árduo, via Odessa e até a França de navio, para depois seguirem rumo à Bélgica.

Ronnie Goldstein-van Cleef
Desde o início da guerra, Ronnie foi ativa na Resistência. Trabalhou como mensageira viajando de trem de um lado a outro da Holanda. Também procurava esconderijos para pessoas procuradas pelos nazistas e ajudava a providenciar documentos falsos. Ela foi presa depois de ter sido denunciada. Foi no campo de concentração de Westerbork que conheceu a família Frank. Ronnie estava no mesmo transporte final que partiu para Auschwitz. Compartilhou muitas experiências com Anne, costumavam ficar juntas durante as contagens e também passaram algum tempo em Krätzeblock.


O livro traz muitas fotos dessas mulheres, de suas famílias, da infância, do convívio com Anne Frank, as experiências vividas no campo de concentração, do final da guerra e do recomeço. 


O autor retrata um período muito marcante da nossa história, esses relatos vão servir para conhecermos outras versões de pessoas que viveram momentos muito fortes e mesmo assim conseguiram sobreviver. Vale muito a pena conhecer suas histórias !!! Recomendo essa leitura !!!
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SOBRE O AUTOR

Willy Lindwer é uma cineasta holandês, filho de judeus que se submeteram à clandestinidade durante a ocupação alemã. Já produziu diversos documentários para a televisão em seu país; também esteve envolvido na coprodução de filmes internacionais. Seu documentário sobre os últimos sete meses de Anne Frank foi exibido pela primeira vez na Rede Pública de Televisão para marcar o 60º do nascimento de Anne Frank. A obra ganhou um prêmio Emmy.  

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RESENHA EM VIDEO



Veja também a resenha do Livro: O diário de Anne Frank



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Lorena Caribé
Lorena Caribé

Olá !!! Sejam bem vindos !!! Meu nome é Lorena Caribé e esse é meu Blog Aventura Literário. Ele existe desde Novembro de 2015. É o espaço onde compartilho minhas leituras e curiosidades. Espero que vocês gostem e continuem visitando para novas atualizações. CONTATO: aventuraliteraria@hotmail.com

4 comentários:

  1. Olá! Adorei sua resenha!
    Tudo que vem da Anne Frank já dá pra esperar que vai ser bom!
    Beijos

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  2. Sempre quis conhecer melhor a história de Anne Frank. Sua resenha ficou ótima!
    Beijos

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  3. Sou louca para ler algo relacionado à Annie mas ainda nao tive a oportunidade. Já anotei essa dica. Beijo!

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  4. Olá
    Acredita que até hoje não li o Diário de Anne Frank...
    Não tive condições de adquiri -lo ainda mas é um livro que já me indicaram um monte...
    Esse Os Sete últimos meses de Anne Frank eu nunca tinha ouvido falar e gostei de conhecer.
    Beijuh

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