CONVERSANDO COM DANIEL RENATTINI [ENTREVISTA] - BLOG AVENTURA LITERÁRIA

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quinta-feira, 28 de março de 2019

CONVERSANDO COM DANIEL RENATTINI [ENTREVISTA]





Olá pessoal !!!

Venho compartilhar com vocês um entrevista que Daniel Renattini, o autor dos livros O filho do sol e Fragmentos estrelares, concedeu para nosso blog. Uma ótima oportunidade de conhecermos mais sobre seu trabalho e interesses. Em breve teremos resenhas dos seus livros aqui. Continuem acompanhando...


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ENTREVISTA COM O AUTOR
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1. Nos conte um pouco mais sobre quem é Daniel Renattini.

Hoje, com vinte e seis anos, além de escritor, também sou designer, profissão primária na qual me encontro nesta era. Trabalho em uma agência de comunicação durante o dia e como escritor durante a noite (e também durante o dia quando sobra um tempinho). Fora isso, parte do meu tempo é dividida com o Daniel escultor, o Daniel roteirista e o Daniel mestre em reiki. Às vezes é muita coisa pra dar conta, mas acho que eu não ia querer de outro jeito, não. E, um dia, espero incluir o Daniel dublador nessa lista.

2. Como e quando começou a escrever?

Foi um acontecimento de coisas simultâneas. Lá pelos doze anos, de um lado havia um Daniel que descobriu o gosto pela leitura começando com Eragon. Do outro, o Daniel que queria fazer um jogo de cartas inspirado em Dragon Ball. Sonhos de um pequeno gafanhoto. No fim das contas, tentei inventar um outro jogo de cartas, com uma pegada mais medieval, mas minha tia me disse que todo jogo precisava de uma história. Apesar de ter torcido o nariz, acabei iniciando essa jornada na escrita e coloquei o jogo de escanteio. Até os dezessete, fui desenvolvendo uma história – que jamais será mostrada ao mundo exterior – e tive os primeiros “nãos” das editoras. Após quase quatro anos, decidi voltar a escrever, mas desta vez seria uma história diferente. Entrei em contato com o Eduardo Spohr, meu autor-referência na época, e pedi algumas dicas. Ele me enviou uma montanha de material e meus olhos cresceram, como se estivesse entrando em Nárnia. Daí pra frente, não parei mais.

3. Quais escritores mais te inspiram?

Hoje em dia é uma pergunta difícil. No exterior, diria que Stephen King, Tolkien, George Martin, Suzanne Collins e J.K. Rowling. Não necessariamente por serem escritores espetaculares, mas pelo que construíram no caminho. No Brasil, Felipe Castilho, Eric Novello, Janayna Bianchi, Enéias Tavares, Bruno Matangrano, Ian Fraser e André Vianco, cada um a seu modo peculiar.

4. Quais são seus livros favoritos?

Essa pergunta também é meio difícil. Não vou conseguir pensar em todos os favoritos, mas vamos lá. Sobre a escrita (Stephen King), Jogos Vorazes (Suzanne Collins), Terra, Prata & Lua Cheia e Ordem Vermelha (ambos de Felipe Castilho), Ninguém Nasce Herói (Eric Novello), Fantástico Brasileiro (Bruno Matangrano e Enéias Tavares), Lobo de Rua (Janayna Bianchi), A Jornada do Escritor (Christopher Vogler) e Criatividade S.A. (Amy Wallace e Edwin Catmul).

5. Como foi o processo de publicação do primeiro livro?

Minha primeira publicação foi em dezembro de 2017, por financiamento coletivo (Catarse). Bem, não foi um processo simples, não. Mas com certeza foi bem gratificante. Quem tenta publicar por financiamento coletivo normalmente tem que ir atrás de tudo (capista, revisor, diagramador, leitor crítico, gráfica...), inclusive empacotar e enviar tudo pelo correio. Mas acredito que a tarefa mais difícil seja engajar as pessoas para apoiarem sua campanha. Eu entrava no Catarse a cada hora para saber se tinha algum novo apoio. Afinal, se o valor não atingisse a meta, tudo seria devolvido para os apoiadores. E justamente essa correria que foi gratificante. Pude ver todo esse processo de perto e absorvi muitas coisas novas.

6. Quais eventos literários você já participou?

Já participei do Anime Geek Fair e do Livros em Pauta (ambos dividindo mesa com o Walter Tierno e a Giulia Moon), da FLIP e de alguns bate-papos e oficinas no Colégio Dante Alighieri, São Francisco de Assis e Belo Futuro. Também frequento outros eventos (inclusive Bienal de SP) nos quais ouço bate-papos de amigos escritores.

7. Como é o processo de criação das suas histórias?

Eu sinto que aos poucos meu processo vai mudando, mas atualmente costumo trabalhar com post-its. Anoto uma frase resumida em cada um e vou colando na parede, seguindo uma ordem cronológica. Depois passo tudo pro computador, que costuma ser mais prático, e cada frase vira o assunto de cada capítulo, do primeiro ao último. Prefiro ter a maior parte do caminho bem visível para saber aonde estou indo, mas naturalmente sempre há incontáveis mudanças. A partir daí, faço um mini roteiro de cada capítulo e começo o primeiro manuscrito. Para cada versão, procuro sempre focar em algo específico, como: 1ª versão – enredo. 2ª versão – detalhar características físicas e cenário. 3ª versão – revisão do enredo. 4ª versão – revisão gramatical. Claro que isso também muda ao longo do caminho, mesmo que eu esteja no meio de uma versão.

8. Nos fale um pouco sobre os livros que já publicou.

Herdeiros das Estrelas – O Filho do Sol (2017), que é meu primeiro filho, é um romance de fantasia urbana ambientado em São Paulo. O protagonista, um garoto de dezoito anos chamado Alex, descobre que tem o poder de controlar o fogo, ao mesmo tempo em que tem que lidar com o sumiço do pai, a namorada em coma e a transição da adolescência para a vida adulta. Ao longo do caminho, o Alex conhece outros elementais, que são as pessoas com poderes de controlar os elementos, e se vê envolto em um novo mundo. Gosto de dizer que a premissa é uma mistura de Avatar: A Lenda de Aang com X-Men. A minha segunda publicação é uma coletânea de contos chamada Fragmentos Estelares (2018), que se passa no universo de Herdeiros e traz novos personagens e alguns já vistos no romance. Também participo de uma coletânea intitulada Café Express – A História por trás do Oeste (2018), baseada no jogo de tabuleiro Café Express.

9. Além da escrita, o que mais você gosta de fazer?

Sair pra tomar uma cerveja ou filosofar sobre a vida em um bar (ou as duas coisas juntas), viajar (seja praia ou seja interior), esculpir personagens, aplicar reiki... pera, é o que eu mais gosto de fazer, né? Acho que não deu pra responder uma coisa só. Pode incluir “dormir” nessa lista também.

10. Pode compartilhar com a gente quais são seus projetos futuros?

Claro! Atualmente estou escrevendo um romance de ficção científica, que deve sair nos próximos meses. Confesso que estou bem ansioso com essa história. Tem sido um belo desafio escrever nesse gênero. Assim que estiver finalizado, volto a escrever o segundo volume de Herdeiros, que provavelmente vai se chamar A Melodia da Chuva. Ah, e também tem jogo analógico de Herdeiros chegando! Mas não posso dar outros spoilers. Pra quem quiser acompanhar meus trabalhos, estou presente no Instagram, Twitter e Facebook, sempre como Daniel Renattini.




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