CASAMENTO COM PESSOAS MORTAS | CURIOSIDADES LITERÁRIAS





Olá !!! Alguém que veja o título desse post e nunca tenha ouvido falar nesse tema, talvez pense que estarei tratando no texto sobre algum filme ou livro de terror. Algo que poderia ser inconcebível na nossa cultura, um casamento com uma pessoa morta. Poderiam se perguntar, como alguém poderia casar com alguém que não esteja mais vivo?! E eu posso afirmar que isso é possível. Não ache engraçado, continue lendo o texto .

Acabo de postar uma resenha aqui no blog sobre o livro A noiva fantasma da autora Yangsze Choo e esse livro trata exatamente desse tema. Recomendo que veja a resenha clicando aqui. Logo que li a sinopse do livro, comecei a pesquisar sobre esse assunto, já que a autora afirma ser uma história baseada em situações que realmente ocorrem ainda no mundo de hoje, principalmente em países de cultura Oriental. Não me lembro bem, talvez tenha ouvido falar em algum momento, mas não me recordava de detalhes. Nas minhas pesquisas descobri que esse costume é antigo, não muito comum, mas ainda existe no mundo.

"Duramente reprimida durante os anos do maoismo e da Revolução Cultural (1966-1976), a tradição milenar de "casamentos fantasmas" renasceu com força depois do processo de abertura iniciado em 1978 e ganhou ainda mais popularidade em anos recentes. A prosperidade econômica e o dinheiro movimentado pela indústria do carvão em províncias como Shaanxi inflacionaram esse mercado, no qual o preço do corpo de uma mulher jovem pode chegar a 200 mil yuans (R$ 57 mil)." (Site: http://migre.me/vnUHo ) 

Na cultura chinesa, o casamento pós-morte tem sido praticado pelos motivos mais diversos inclusive por quem não aceitava perder o noivo ou a noiva quanto por questões familiares, que impunham à mulher o dever de ser casada, mesmo que com alguém que já estivesse morto. As vezes os chineses até mesmo casavam duas pessoas já mortas, ainda que, para isso, tivessem que desenterrá-las só para sepultá-las novamente.

Existe uma crença na China que meninos com mais de 12 anos que morrem solteiros não podem ser enterrados sem uma esposa. Caso contrário, infortúnios acontecerão para sua família e gerações futuras. Por conta da tradição, muitas famílias camponesas realizam casamentos entre filhos mortos para que eles descansem em paz.  A busca por uma noiva cadáver não é uma tarefa fácil para a família do noivo: a realização do casório depende do pagamento de um dote para a família da moça, que pode variar de 80 mil yuans (R$ 23 mil) a 200 mil yuans (R$ 57 mil). Além de bizarra, a prática vem aumentando a ocorrência de tráfico de corpos na China. Como é muito difícil achar uma noiva morta e pagar por ela, é frequente a ocorrência de assassinatos de adolescentes e prostitutas com o intuito de comercialização do cadáver. (Site: http://migre.me/vnUQZ )


Houve um casamento na Tailândia, do produtor de TV Chadil Deffy com Ann Kamsuk durante o próprio funeral da noiva. O casal havia se conhecido na faculdade e namorou por dez anos, mas Chadil sempre adiava o casamento por conta dos estudos e da agenda atribulada. No dia 3 de janeiro, porém, Ann, de 29 anos, acabou falecendo num acidente de carro. Chadil postou imagens do casamento-fúnebre no Facebook e ainda escreveu: "Nosso ato pode parecer o de um grande amor. Mas, para nós, é um erro não podermos voltar no tempo para corrigir tudo. Lembrem-se, a vida é curta. Façam o que têm vontade e cuidem bem das pessoas que amam, sejam seus pais ou irmãos. Vocês nunca terão essa chance de novo". (Site: http://migre.me/vnVh0 ) 


Também é permitido na França. "Esse tipo de matrimônio extremamente fora do comum foi legalizado na França durante a Primeiro Guerra Mundial, quando algumas mulheres insistiam em se casar com seus noivos, ainda que eles tivessem morrido em combate. Nascia, então o "Casamento pós-morte", que se tornou oficialmente permitido nos anos de 1950." (Site: http://migre.me/vnUKo ). 


Essa lei ficou conhecida no mundo todo depois que uma francesa se casou com o namorado que já estava morto há um ano. O casal estava de casamento marcado, mas o rapaz acabou falecendo num acidente de carro em novembro de 2008. Magali Jaskiewicz e Jonathan Goerge já moravam juntos havia seis anos e já tinham duas filhas. Eles chegaram a dar entrada nos papéis do casamento antes do jovem morrer. Depois da morte do parceiro, Magali Jaskiewicz fez uso de um artigo do código civil francês que permite o casamento com uma pessoa falecida desde que o casal já tivesse dado início ao processo formal para concretizar a união. (Site: http://migre.me/vnUZr ) No Brasil, essa forma de casamento não é permitida por nossa legislação.



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E vocês, o que acharam dessa informação?!?! 
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Lorena Caribé
Lorena Caribé

Olá !!! Sejam bem vindos !!! Meu nome é Lorena Caribé e esse é meu Blog Aventura Literário. Ele existe desde Novembro de 2015. É o espaço onde compartilho minhas leituras e curiosidades. Espero que vocês gostem e continuem visitando para novas atualizações. CONTATO: aventuraliteraria@hotmail.com

13 comentários:

  1. Bom dia, nossa, o tema é bem curioso, mas sei lá, acho super estranho, mas cada um com sua crença não é mesmo?! Parabéns pelo blog, ele é lindo! Beijos.

    http://apenasumaamanteliteraria.blogspot.com.br/

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  2. Minha nossa, que coisa curiosa. Não sabia que existe esse tipo de prática. Cada vez mais supreendente as culturas espalhadas pelo mundo.
    Parabéns pelo post!

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  3. Não conhecia,sinceramente achei muito estranho
    Beijos

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  4. Eu curti muito A noiva Fantasma e achei super bacana seu post em contextualizar o ato por outras culturas, realmente casar com defunto não me parece muito animador.

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  5. Nossaaaa curiosidade!! que historias hem...

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  6. nossa, que costumes bizarros... :o eu só sei do assunto mais ou menos por causa de A noiva Fantasma mas nunca pesquisei a fundo... e foda é ter gente que pode morrer por causa disso, como esses assassinatos que voce citou no texto... :o

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  7. Oi!!
    Realmente, lendo o titulo da postagem afiquei um tanto encucada com o assunto, mas acredito que isso deva mesmo acontecer em algumas culturas,
    para nós é estranho e pode-se dizer até difícil de aceitar, mas para outra cultura é algo normal.
    Eu particularmente acho estranho, mas é uma questão cultural.
    Adorei o post e poder conhecer um pouco sobre isso, não imaginava como tudo acontecia, não sabia dessa questão dos valores do corpos.
    Vou dar uma olhada nos links que você deixou, é um assunto interessante e que me instigou a saber mais.
    Beijão!

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  8. Olá...
    Nossaaaa, que coisa mais estranha, e inusitada, achei que isso fosse possível apenas nos livros e nos filmes, é bemmmm estranho essa ideia de que uma pessoa se casa com alguém que já morreu. Cada um com seus gostos rsrsrs

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  9. Que post interessante, nunca tinha ouvido falar dessa pratica de casamentos com mortos.
    Mas apesar de achar a ideia estranha, é sempre bom conhecer costumes e Culturas de outros países.
    Parece realmente historias de livros ou filmes.
    Bjinhos,
    www.prosaamiga.com.br

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  10. Olá Lorena,
    Essa tradição é um pouco assustadora pra mim, mas entendo tradições e costumes principalmente nos países orientais. No caso da França sinceramente não acho tão necessário chegar a isso, afinal a história entre eles foi real e não é um documento que vai testificar isso. Mas enfim, cada um faz o que quer com o que tem.
    Bjim!
    Tammy

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  11. Olá Lorena tudo bem, eu li o livro A noiva fantasma e fiquei muito curiosa com o tema e tbm pesquisei me deparei com umas histórias bem sinistras, é uma cultura bem diferente. ADOREI o post. Bjkas

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  12. Que tema sombrio...não gosto da temática...
    Lembro de ver o desenho Noiva Cadáver e não gostei...
    Mas, cultura é cultura
    Blog ArroJada Mix
    Divulgação de Blogs

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